O Evangelho não precisa de acréscimos!

E, para muitos, o Evangelho deixou de ser suficiente (Gálatas 1.6-9; II Coríntios 11.3-4).
Uns passaram a defender candidatos e partidos políticos mais do que falam sobre o Evangelho, e muitas vezes, quando o citam, o distorcem para apoiar sua visão política ou social (II Pedro 3.16; II Coríntios 2.17).
Agora vemos nas redes sociais e canais de mídia à disposição diferentes perspectivas teológicas: ecumênica, branca, negra, hispano-americana, feminista, machista, africana, ecológica, progressista, inclusiva, homoafetiva, de direita, de esquerda, capitalista, socialista, hippie e não sei mais quantas outras.
Cada uma delas enxerta uma série de ideias não bíblicas (algumas até se disfarçam de piedade) na pregação do Evangelho (Colossenses 2.8; I Timóteo 6.3-5; II Timóteo 3.5). Primeiro era apenas nos seminários, depois em algumas poucas denominações que já haviam se separado de dois pilares da fé cristã: a plena inspiração do texto bíblico (II Timóteo 3.16-17; II Pedro 1.20-21) e a preservação da Escritura através dos séculos (Salmos 12.6-7; Mateus 24.35; I Pedro 1.25).
Agora até nos seminários das denominações conservadoras vemos essas perspectivas teológicas e isso acabou invadindo os púlpitos das igrejas. Não apenas de denominações que se assumem como liberais, mas até nos púlpitos de igrejas historicamente conservadoras e tradicionais (Atos 20.29-30; II Timóteo 4.3-4).
O argumento (desculpa) é que temos que ter um “olhar mais amplo” ou que a “cosmovisão deve ser mais ampla” ou ainda “a sociedade espera de nós isso” (Romanos 12.2; Gálatas 1.10; I Coríntios 1.22-23).
Bobagem!
O Evangelho é suficiente em si mesmo. Ele não precisa de lentes, de adjetivos nem de complementos para alcançar o homem, porque é o poder de DEUS para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1.16). Os acréscimos não nasceram da Palavra, mas do desejo de agradar a grupos humanos. Cada proponente quer moldar a mensagem aos seus próprios interesses, mesmo que estes não estejam de acordo com a Palavra de DEUS (Gálatas 1.10; I Coríntios 1.22-23; II Timóteo 4.3-4).
O Evangelho é a comunicação da mensagem de DEUS (I Coríntios 15.1-4). Nela somos informados de que somos pecadores, de que merecemos a condenação eterna (Romanos 3.23; Romanos 6.23) e de que nada que nós, ou qualquer outro ser criado, venhamos a fazer ou intentar pode salvar nossas almas (Efésios 2.8-9; Tito 3.5; Atos 4.12). Essa notícia deve nos levar à compreensão de que somos plenamente incapazes de operar em favor da salvação de nossas almas (Romanos 3.20; João 15.5).
Mas o Evangelho não termina na má notícia. CRISTO morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia (I Coríntios 15.3-4), tomando o nosso lugar na cruz (II Coríntios 5.21; I Pedro 3.18). O que o homem não pode fazer, DEUS fez por ele.
Por isso, a iniciativa é toda de DEUS. É o Espírito Santo quem convence o pecador do seu pecado (João 16.8), quem o atrai ao Pai (João 6.44) e quem lhe concede o arrependimento (Atos 11.18; II Timóteo 2.25). O homem, convencido, não tem nada a oferecer; resta-lhe render-se ao pleno senhorio do SENHOR JESUS, deixando de resistir Àquele que o chama (Atos 7.51; Romanos 10.9). Essa rendição não é uma obra que mereça a salvação; é o fim de toda tentativa de merecê-la. Movido pelo Espírito, o pecador se arrepende de sua pecaminosidade (Lucas 13.3; Atos 20.21), é feito nova criatura (II Coríntios 5.17) e passa a andar, guiado pelo mesmo Espírito, segundo a divina vontade (Romanos 8.14; Gálatas 5.16).
Isso significa que podemos ser irresponsáveis com a criação? Ou que devemos desprezar aqueles que se recusam a se submeter ao senhorio do SENHOR JESUS? É claro que não. Cuidar da criação, que DEUS entregou ao homem para que a guardasse (Gênesis 2.15), e amar o próximo, inclusive o inimigo (Mateus 5.44; II Timóteo 2.24-25), são frutos de quem foi alcançado pelo Evangelho, e não o Evangelho. O erro está em transformar esses frutos em lente, em condição ou em parte da mensagem. Os acréscimos que acima listei fazem exatamente isso: distorcem o ensino do Evangelho e afastam as pessoas da verdade. Somos pecadores condenados e, sem a intervenção de JESUS em nossas vidas, nosso destino é a eterna separação de DEUS (João 14.6; II Tessalonicenses 1.8-9).
Por isso essas perspectivas teológicas, acima expostas, são enganos e não devem ter espaço na vida das igrejas locais (Gálatas 1.8; II João 1.9-11; Judas 3).
Peço a todos os cristãos que estão se deixando seduzir por tais perspectivas que as rejeitem e permaneçam na clareza e simplicidade do Evangelho (Colossenses 2.6-7; II Coríntios 11.3).
Pensem nisso.
Um fraterno amplexo
Victor Hugo Ramallo, pastor
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